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Maioria das cidades não tem gestores, afirma Promotor de Justiça

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No entendimento do Promotor de Justiça Marinho Mendes Machado, do Ministério Público da Paraíba, a maioria das cidades não tem gestores. "Temos pessoas que querem ocupar cargos por orgulho, mas não tem projetos. Não tem nada. Precisamos fazer uma política pública de resgate", afirmou. 
O promotor de justiça foi um dos palestrantes do XII Encontro Nordestino de Vereadores e Servidores de Câmaras Municipais que aconteceu no período de 26 de fevereiro à 02 de março do corrente ano, na cidade de João Pessoa/PB. O tema abordado foi "Princípios Éticos e Cidadania". Segundo Dr.Marinho, o primeiro princípio ético é o respeito à natureza e, as políticas públicas precisam ser reformuladas e discutidas com toda a sociedade e com os funcionários públicos, uma vez que serão os elementos para aplicação dessa ética. "Precisamos de políticas públicas com moralidade comum, não das religiões, do que o político acha. Mas, com a moralidade do povo em geral", disse, salientando que a corrupção fere a moralidade pública e é uma desgraça. Também disse que no Brasil, são desviados 160 bilhões de reais no ano. Que poderiam ser usados para construir 261 aeroportos, 300 hospitais de ponta e criadas 35 milhões de vaga no ensino básico.
Legalidade é o respeito as leis
Para Machado, o gestor precisa tomar consciência que é delegado e, portanto, esta cumprindo a missão que lhe é delegada. E, que projeto social não pode levar o nome de ninguém. "Mas, o público se transforma cada vez mais no privado com o nepotismo. A administração pública se tornou pessoal com a empregabilidade estabelecida pela Constituição sendo violada", disse.
Pela ótica do promotor, a grande reforma que precisa ser feita é a da descentralização. É tirar o personalismo da administração e orientar-se com políticas públicas com ética e moral. " Ser cidadão é quando o cidadão tem condições de resolver suas necessidades sem ter que pedir para a administração ou parlamentares. É muito doido vermos a perpetuação das oligarquias na política. Vermos uma administração pública individualista, familiar e personalizada", disse. 
"Quando um vereador pede para abrir ruas, por exemplo, perde sua individualidade. O vereador só atinge o bem comum quando faz boas leis sem destinatários", concluiu o promotor de justiça
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