::: ÚLTIMAS NOTÍCIAS :::      Interlegis promove em Maceió terceira etapa do Fórum de Integração do Legislativo     :::     Câmara deve concluir até dia 27 explicações sobre veto à PEC dos Vereadores     :::     Proposta sobre inelegibilidades está pronta para votação em Plenário     :::     Código Civil tem mais de 100 modificações propostas na Câmara Federal     :::     Resolução do TSE define prazos para regularização do título eleitoral     :::

Tributação Federal X Pacto Federativo:

Como ficam os municípios ?

François E. J. de Bremaeker,Economista e Geógrafo,

Coordenador de Articulação Político-Institucional do IBAM

Segundo a Declaração do Congresso Fundador “Cidades e Governos Locais: o futuro do desenvolvimento”, entidade internacional recentemente criada, os desafios globais num mundo em rápida transformação são sentidos, em primeiro lugar, em nível local e precisam ser enfrentados nesse nível pela esfera de Governo mais próxima dos cidadãos.

Para tanto, conforme indicado na Carta Mundial da Autonomia Local são valores fundamentais a democracia, a descentralização, a governabilidade e a autonomia municipal. Os Governos locais têm a desempenhar um papel essencial na promoção do desenvolvimento, bem como para a realização dos “Objetivos do Desenvolvimento para o Milênio”, subscrito pelos países membros da Organização das Nações Unidas.

Os meios de se realizar os objetivos propostos repousam numa sólida política de descentralização, através da adoção de recursos financeiros entre os diferentes níveis de administração, sendo reconhecido que as autoridades locais precisam de meios financeiros adequados para poder assumir seus compromissos, desenvolver seus serviços e dispor de recursos humanos qualificados para atender às necessidades dos cidadãos.

Em palestra realizada pelo Presidente da República quando da solenidade de abertura da “Semana Nacional pela Cidadania e pela Solidariedade”, foi sugerido que os Governadores e Prefeitos que viessem a cumprir as metas do milênio propostas pela ONU, para erradicar a pobreza absoluta e a fome até 2015, deveriam receber um prêmio.

Entretanto, nem sempre a prática tem tomado o mesmo caminho. Entre aumentos de tributos aplicados à sociedade e reduções propostas pelo Ministério da Fazenda, os Municípios e os Estados aparecem como os grandes prejudicados.

O aumento dos tributos recentemente aprovados deverão promover uma elevação da arrecadação em R$ 10,05 bilhões, sendo que:


- R$ 6,0 bilhões através da COFINS não cumulativa;

- R$ 2,0 bilhões através da COFINS sobre produtos importados;

- R$ 800 milhões através da COFINS sobre entidades financeiras;

- R$ 850 milhões através da CSLL sobre serviços; e

- R$ 400 milhões através do IPI sobre cigarros.


Os incentivos fiscais deverão promover uma redução na arrecadação da ordem de R$ 4,95 bilhões, sendo que:

- R$ 3,0 bilhões distribuídos por diferentes tributos, dos quais parte dever-se-á à redução do IPI sobre máquinas e equipamentos (de 3,5% para 2%) e o alongamento do prazo de recolhimento do IPI;

- R$ 1,0 bilhão através do corte do IPI sobre bens de capital (de 5,0% para 3,5%);

- R$ 500 milhões através do corte de R$ 100 na base de cálculo do Imposto de Renda na Fonte; e

- R$ 450 milhões através do corte do Imposto de Renda sobre a previdência complementar.

O balanço entre as duas políticas fiscais mostra que fica em pelo menos R$ 2 bilhões a redução da base tributária sobre o IR e o IPI, o que deverá retirar pelo menos R$ 500 milhões do FPM.

Além do mais R$ 850 milhões deverão ser arrecadados exclusivamente pelo Governo federal através da Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) junto ao setor de serviços (cuja alíquota sobre o faturamento passa de 12% para 32%), ao mesmo tempo em que, quando da promulgação da Lei Complementar nº 116, do ISS, a alíquota máxima não pode passar dos 5% !

Se esta tributação sobre o setor de serviços fosse dada aos Municípios, haveria um aumento na arrecadação do ISS de aproximadamente 10%.

Vê-se pois que através deste conjunto de medidas, tanto os Municípios de pequeno porte demográfico, quanto aqueles de médio e grande portes, são prejudicados de uma forma ou de outra, ficando a cada dia com menos recursos disponíveis para atender às crescentes demandas da população, principalmente dos setores da sociedade financeiramente menos aquinhoados.

O IBAM ESTÁ SEMPRE PRESENTE NA LUTA PELA DEFESA DOS INTERESSES DAS ADMINISTRAÇÕES MUNICIPAIS

PUBLICAÇÕES EM MEIO ELETRÔNICO

Encontram-se à disposição dos usuários, na home page do IBAM -

< www.ibam.org.br >, uma série de estudos e publicações.

Na seção “estudos e pesquisas” são encontrados estudos sobre diversos temas:

· finanças municipais

· administração municipal

· pacto federativo

· alterações territoriais

· lei de responsabilidade fiscal

· economia

· demografia

· eleições municipais

Na seção “publicações” são encontrados boletins e informes eletrônicos sobre:

· boletim de conjuntura econômico-financeira (mensal)

· boletim de evolução do FPM (mensal)

· boletim de inflação (mensal)

· atividades do Congresso Nacional (diário)

 

 

Sede Nacional da ABRASCAM - Rua Barão do Rio Branco, 583 :: Fone: 41 - 33504742 | Curitiba/PR - CEP 80.010.902 :: E-mail: abrascam@abrascam.org.br

 

::: Produzido por Hangar 10 - Agência de Comunicação Integrada :::