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"Não tenham um
olhar banal diante da praia". Foi assim que
o arquiteto do Ministério do Meio Ambiente,
Alberto Lopes, começou a palestra "Gestão
ambiental costeira e os municípios: papel
das Câmaras Municipais", na manhã da
quarta-feira (29/07). A explanação faz parte
da programação do XXV Congresso Brasileiro
de Servidores de Câmaras Municipais e do V
Encontro Nacional de Vereadores.
Na ocasião, o palestrante fez um apelo aos
participantes para que cuidem do litoral do
país. "Essa é uma área que envolve 395
municípios do país, sofrendo diretamente com
os fenômenos costeiros", disse,
acrescentando que a costa brasileira é
desigual por ter um desenvolvimento urbano e
industrial também desiguais. Por esse
motivo, Alberto acredita que o governo de
cada município deve ter um conhecimento
profundo sobre a diversidade geográfica da
sua faixa litorânea.
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O palestrante
procurou conscientizar os gestores
municipais com relação ao avanço desordenado
de empreendimentos turísticos no litoral,
alguns deles delimitam trechos de praias,
causando assim um bloqueio ao acesso
público. Com relação a atividade portuária,
o representante do MInistério do Meio
Ambiente, falou da importância da relação
cidade/porto, no sentido de haver uma
integração da gestão urbana com a portuária.
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"Com a
globalização aumentou o turismo de cruzeiro.
Sendo assim, é necessário que a gestão
portuária também se preocupe com os impactos
ambientais, provocados por navios de grande
porte, no período em ficam ancorados",
destacou.
Para Alberto Lopes, os municípios têm
competências decisiva no ordenamento da
costa, uma vez que a poluição marinha é
originária de atividade baseadas em terra.
"As Câmaras Municipais podem complementar a
legislação ambiental federal na esfera
local", opinou. |