Palestra destaca direitos e deveres dos servidores

Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Aracajú

O XXV Congresso Brasileiro de Servidores de Câmaras Municipais e do V Encontro Nacional de Vereadores retomaram suas atividades no período da tarde com a palestra do consultor do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam) Marcos Flávio dos Reis Gonçalves. "Gestão do Conhecimento - Direitos e Deveres do Servidor Público" foi abordado pelo primeiro palestrante da tarde.
 

Inicialmente o consultor do Ibam informou que num período de 5 anos até hoje, pouca coisa mudou em relação às Câmaras Municipais e os seus servidores. Segundo Marcos Flávio, algumas normas da Constituição Federal que favorecem os servidores não estão sendo cumpridas. "O número de concursos públicos caiu e as Câmaras têm dado preferência aos cargos comissionados em vez de cargos permanentes".


De acordo com o palestrante, o problema em manter nas Casas Legislativas funcionários com cargos de comissão é que, quando mudam os vereadores, os comissionados também saem, e com isso eles levam com eles, todas as informações que aprenderam durante o período em que trabalharam. "Concurso público é fundamental, pois não existe privilégio para ninguém", observou.

Ainda em seu pronunciamento, Marcos Flávio destacou que na maioria dos municípios brasileiros, não existe nenhum tipo de conselho de política de recursos humanos, nem plano de cargos. Para ele, isso dificulta que os servidores possam ser promovidos ou que recebam gratificações, na proporção que se qualificam, se dedicam, adquirem experiência ou se esforçam para mudar de cargo.
 

Outra questão levantada pelo palestrante foi a formação de um consórcio para a construção de escolas de governo, que promovem cursos para quem participa de forma direta ou indireta da gestão pública. "Se um município não tiver como criar essa escola sozinha,seria interessante que ele se juntasse a outro município", disse. Além disso, Marcos falou que, de acordo com a Constituição Federal, é permitido que os órgãos municipais façam economia de seus recursos, e com o dinheiro economizado, é possível aplicá-lo em melhorias para beneficiar o órgão e os seus funcionários, mas que ainda é pouco colocada em prática.
 

De acordo com palestrante, muitas câmaras não adotam o Conselho de Política Nacional e o Plano de Carreira. "Mas se elas possuírem um bom plano de carreira, elas conseguirão segurar os seus servidores. Processos promoção, remuneração com equilíbrio, oportunidades iguais, desempenho, valorização e programas de capacitação são aspectos que devem ser estabelecidos dentro de uma Câmara.

"O cargo comissionado tem que existir, porém, ele não deve substituir os efetivos. Se num total de 100 funcionários, existem 50 comissionados, o restante deve ser destinado aos servidores", relatou, completando que os cargos comissionados não podem cumprir funções de cargos efetivos e vice-versa.
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 

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