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PEC dos Vereadores é
aprovada em comissão especial |
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Camara dos
Deputados |
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A proposta que
reduz os gastos com os legislativos
municipais foi aprovada na comissão especial
que analisava o assunto. O texto também
inclui o aumento do número de vereadores,
que fazia parte da PEC 333/04, já aprovado
pela Câmara no ano passado.
As mudanças faziam parte das propostas de
emenda à Constituição 336/09 e 379/09. Elas
foram aprovadas na forma do substitutivo do
relator, deputado Arnaldo Faria de Sá
(PTB-SP), que recomendou a aprovação dos
textos sem alterações. "Considero necessário
manter intacto o texto de ambas as
propostas, mesmo porque se os alterarmos
serão devolvidos ao Senado Federal",
explicou o parlamentar.
A PEC ainda precisa ser votada pelo plenário
em dois turnos. E, de acordo com o texto aprovado, o número de
vereadores passa dos atuais 51.748 para até
59.791 e o percentual máximo das receitas
tributárias e das transferências municipais
para financiamento da Câmara de vereadores
cai de 5% para 4,5% nas cidades com mais de
500 mil habitantes.
O aumento das vagas entrará em vigor assim
que a PEC for promulgada, o que dará direito
a cerca de 8 mil suplentes tomarem posse. Já
a redução dos repasses passará a valer a
partir do ano subsequente à promulgação da
PEC.
Polêmica
Em 2008, a Câmara aprovou uma proposta que
permitia o aumento do número de vereadores
mas reduzia os repasses para os legislativos
municipais. O Senado fatiou em duas a PEC
aprovada pelos deputados. A parte que
permitia o aumento do número de vereadores
tornou-se a PEC 336/09. E as regras que
reduziam as despesas foram incluídas na PEC
379/09, mas com percentuais de gastos mais
altos. |
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O então presidente da
Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), recusou-se a
promulgar apenas a PEC 336/09, como queriam os
senadores, sob a alegação de que eles romperam o
equilíbrio do texto aprovado pelos deputados.
A recusa levou o então
presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, a
entrar com um mandado de segurança no Supremo
Tribunal Federal (STF) exigindo a promulgação
parcial da PEC 333.
Em março deste ano, as
novas mesas diretoras das duas Casas decidiram
analisar a parte que trata da limitação de gastos em
outra proposta. O Senado desistiu do mandado de
segurança no STF.
Tramitação
Se as PECs aprovadas, na madrugada desta
quinta-feira (27/08) pela comissão especial
também forem aprovadas pelo Plenário da Câmara sem
modificações, o texto não precisará voltar ao Senado
e seguirá para promulgação das Mesas Diretoras das
duas casas. |