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Durante o encontro de São
Luis, técnicos dos Tribunais
de Contas demonstraram
grande preocupação com os
diversos problemas existente
dentro das instituições.
Como a falta de
transparência com a execução
do programa de modernização
do Controle Externo –
Promoex, onde cada Casa
recebe aproximadamente 5
milhões, além da Atricon –
Associação dos membros dos
TCs, composta pelos
conselheiros e ministros,
que também recebe, através
de linhas de financiamento
do BID, grande montante de
recursos.
Segundo os técnicos, hoje
não está claro a destinação
desses recursos. Nesse
sentido, alertaram para um
debate amplo sobre a real
função das Cortes de Contas.
Para o representante do
Sindicato de Auditores do
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Técnicos dos Tribunais de
Contas do Brasil. |
Tribunal de Contas de Santa
Catarina, “dentro do grande
latifúndio chamado Brasil,
precisamos mexer nos minifúndios que
são os TCs, através de estudos
aprimorados, inclusive quanto a
função social”.
Também, estes programas de
modernização são vistos com
desconfiança pela representante de
Minas Gerais, que acredita que a
realidade mineira se revele no resto
do país, com uma modernização
bastante frágil feita através da via
eletrônica, sem a verificação “in
loco”. Tornando a fiscalização
bastante precária.
Já, na visão do representante da
Associação dos Analistas de Controle
Externo do TCU (Tribunal de Contas
da União) o sistema nacional de
controle de contas públicas é uma
realidade. Interessando para a
sociedade somente a fiscalização e
não quem fiscaliza.
Fim dos tribunais
Outro tema polêmico foi abordado
pelo senador Renato Casagrande
(PSB/ES), presente na abertura do
evento, que falou sobre a Proposta
de Emenda Constitucional – PEC
90/2007, que pretende acabar com os
Tribunais de Contas. O parlamentar,
salientou que “as vezes acontecem
coisas tão absurdas que até dá
vontade de acabar com os TCs. Mas, é
uma vontade que dá e passa, pois
sabemos da importância dessas Cortes
de Contas. Não podemos viver sem o
controle externo. Essa emenda não
deve ser aprovada, pois será um
atraso para a sociedade brasileira”,
afirmou, lembrando que, hoje,
vivemos um momento de transparência
e, portanto, não tem mais razão dos
gastos públicos não estarem
acessíveis para todo cidadão através
da internet. “A União avançou muito
neste sentido, mas os Estados e
Municípios ainda não possuem este
sistema de informação. Sem contar
que as Empresas Públicas ainda são
caixas pretas, pois não sabemos o
que acontece”, concluiu.
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