Os tribunais de Contas também precisam ser controlados, afirma senador

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Foi realizado no final de novembro, na cidade de São Luís, no Maranhão o XVII Congresso Nacional de Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil. O evento, que teve a promoção da Associação dos Servidores do Tribunal de Contas do Maranhão, aconteceu no Salão Rio Mearim do Hotel Brisamar, contando com a presença de diversas autoridades na solenidade de abertura.

O controle sobre as Cortes de Contas foi o tema abordado pelo senador Renato Casagrande (PSB/ES), autor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 30/2007) que cria o Conselho Nacional dos Tribunais de Contas.

Justificando sua proposta, o parlamentar enumerou as mais recentes crises da história política do país, começando pelo Plano Cruzado, que

O Presidente da Fenastc, Amilsom Carneiro; Presidente da Abrascam Relindo Schlegel e Genilson Alves da Associação dos Servidores do Tribunal de Contas do Maranhão.

“acabou melancolicamente com o mesmo sendo usado eleitoralmente”, disse, lembrando da fragilidade democrática, com a exposição ao ridículo do Congresso, quando da mudança de 4 para 5 anos do mandato de presidente. E, aquela Casa, mais uma vez exposta as negociações quando o ex-presidente FHC mudou as regras do jogo, com o jogo em andamento, para garantir o segundo mandato.

Casagrande comentou, ainda, as crises acontecidas no terceiro ano de governo do presidente Lula, com mensalão e sanguessugas. “Tivemos dois anos perdidos em termos de produtividade em função disso. Mas, estamos em processo de aperfeiçoamento institucional. As crises são normais dentro da jovem democracia e, elas não são problemas desde que as instituições tenham a capacidade de responder satisfatoriamente para a sociedade. Precisamos ser monitorados constantemente, uns mais que outros, dependendo do caráter de cada um”, afirmou.

Controle
 

Segundo Casagrande, o controle externo, apesar de ser um mecanismo antigo, pois vem desde a época do império, é extremamente atual. E, tem permanecido com a necessidade de debate há muito tempo. “Desde 1889, com a proclamação da República que vivemos em constantes crises. E, os Tribunais de Contas não são mais do que o espelho que a sociedade tem das garantias e direitos. Com o advento da Carta Magna em 88, tivemos conquistas definitivas, mas que precisam de aperfeiçoamentos como todas as outras. Uma democracia só será forte com instituições fortes, justas e equilibradas”, afirmou, salientando que as crises já passaram a serem vistas pela sociedade como naturais.

Para Casagrande uma instituição só é vigorosa se for controlada. “Os TCs controlam todo mundo, mas precisam também ser controlados.


 Hoje, essas instituições estão marcadas pelo componente político, que é mais forte do que o técnico. Existe muita disputa eleitoral sendo levada para dentro dessas cortes de contas, com a indicação de ex-políticos para o cargo de conselheiros. Queremos um debate amplo, com diversas entidades representativas de classes, como OAB, participando com conhecimento técnico para a criação do Conselho”, disse, afirmando ser necessário a punir a prática da corrupção para que as instituições tenham credibilidade”, concluiu.