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Segundo pesquisas divulgadas pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) a expectativa de
vida dos brasileiros, num período de
46 anos, aumentou 32,4% (trinta e
dois virgula quatro por cento).
Passando dos 54, 6 anos em 1960 para
72,3 anos em 2006.
Ainda, segundo o instituto os
principais fatores que contribuíram
para essa mudança foram a melhoria
no acesso da população aos serviços
de saúde, as campanhas de vacinação,
o aumento da escolaridade, a
prevenção de doenças e os avanços da
medicina. Entre os Estados, a maior
esperança de vida para os homens
está em Santa Catarina (75,1 anos)
e, Alagoas a menor (62,4 anos). Para
as mulheres, a maior expectativa
está no Distrito Federal (78,9 anos)
e, a menor em Alagoas (70,4 anos).
Diante deste cenário, com as pessoas
tendo uma oportunidade de vida mais
saudável devido ao acesso as
políticas públicas, proporcionando
um aumento significativo da
esperança de viver mais, o
presidente da Abrascam, Relindo
Schlegel alerta para possíveis
mudanças no tempo de contribuição
para aposentadoria, já que este fato
tem uma forte influência no fator
previdenciário. “Acredito, que será
necessário rever alguns critérios
para a concessão de aposentadorias,
como acontece em países europeus,
onde a idade média tanto para homens
como para mulheres gira em torno dos
65 anos. Medidas, neste sentido,
serão necessárias, até mesmo para
manter o sistema previdenciário
equilibrado. São medidas amargas,
mas que possibilitarão que gerações
futuras possam se aposentar sem
correr o risco de não receber seus
benefícios.”, concluiu Schlegel. |