Democracia passa pela igualdade, afirma especialista

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Vereadores de todo o país reunidos, recentemente, durante a realização do II Congresso Nacional de Lideranças Políticas, manifestaram preocupação em relação as imagens negativas dos legislativos municipais, de uma forma geral, que vem sendo veiculadas pela mídia. Onde os parlamentares honestos e que trabalham com o propósito de beneficiar a sua comunidade pagam por uns poucos que não tem consciência de sua responsabilidade social perante a sociedade. Lembraram da necessidade de ser aberto espaços na imprensa para que a população tome conhecimento, também, do trabalho sério que é desenvolvido pela grande maioria dos vereadores do Brasil.

Durante o evento, que foi uma promoção da União dos Vereadores do Paraná (Uvepar), o professor de Direito Constitucional e Ciência Política, membro da Academia de Letras do Rio Grande do Sul, Sérgio Borja, fez um relato da história da democracia brasileira, com o tema “Democracia: Do povo, Para o povo.

Aperfeiçoamento

Para o especialista, hoje existe uma crise profunda que não é só da democracia, mas, como também, da saúde, educação e segurança. Neste sentido “seria muito importante que se estabelecesse um diálogo entre o pensamento acadêmico e a sociedade civil”, ressaltou, lembrando que, a democracia pode ser comparada com seus fluxos e refluxos as batidas do coração. Onde tudo se resume numa triangulação que começou em 1879, na França, que falava em Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Que se espalhou por todos os lados como Executivo, Legislativo e Judiciário. “Todos são o meio termo entre o princípio da igualdade e liberdade. Limite médio entre o liberalismo e o socialismo. Mas, não se fala no fórum da fraternidade que equilibra as duas vertentes: igualdade e liberdade”, disse Borja.

“O processo de aperfeiçoamento das instituições na democracia passa pela igualdade que vem do cristianismo. Como não podemos ser cidadão total, de toda hora e o tempo todo. Pois, se fossemos nos debruçar sobre os problemas da União, dos Estados e Municípios perderíamos todo nosso tempo com isso, então foi criado a democracia representativa. Se está ruim com ela, pior sem ela”, ressaltou o mestre, remetendo a necessidade de ser reinventado o processo democrático, sabendo o que é útil o que já foi descartado pela História”, concluiu.