Parecer preliminar da LDO será entregue dia 17 pelo relator

Agência Câmara

O relator do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) Lei que define as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente, orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual, dispõe sobre as alterações na legislação tributária e estabelece a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. Para 2011 (PLN 4/10), senador Tião Viana (PT-AC), vai apresentar um parecer preliminar à proposta na segunda-feira (17). Até amanhã, o Ministério do Planejamento deve entregar ao relator a lista com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que comporão as metas e prioridades do governo para o próximo ano. O parecer preliminar deverá indicar a forma de apresentação de emendas ao projeto da LDO (texto da lei e o anexo de metas).

Viana também receberá o valor que o Executivo espera gastar com essas obras. O número é importante porque o projeto da LDO permite que o governo desconte as despesas com o PAC da meta de superávit primárioResultado positivo entre a arrecadação global do setor público (excluídas as receitas obtidas com aplicações financeiras) e o total de gastos gastos, desconsiderando as despesas com juros. O poder público, ao se impor o superávit primário, busca evitar o excesso de despesas. Esse dado é um dos principais termômetros observados pelo investidores estrangeiros para medir a capacidade de um país pagar os credores em dia. Além disso, o saldo de arrecadação obtido é utilizado para pagamento da dívida pública. do setor público. Viana apresentou nesta quarta aos integrantes da Comissão Mista de OrçamentoA Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização é responsável pela análise das propostas orçamentárias concebidas pelo Executivo. Além disso, deve acompanhar o desenvolvimento anual da arrecadação e da execução do Orçamento, fazendo eventuais correções ao longo do ano. A Comissão vota o Plano Plurianual, com metas a serem atingidas nos próximos quatro anos; a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece os parâmetros do Orçamento; e a Lei Orçamentária Anual, que organiza as receitas e despesas que o Governo terá no ano seguinte. Atualmente, o papel do Congresso é autorizar o Orçamento, ou seja, analisar os gastos propostos e aprovar sua realização. um novo cronograma de votação da LDO.

Segundo o senador, o calendário previsto será cumprido. "Vamos votar o relatório final na comissão no dia 1º de julho. Aí ficará a cargo da Mesa do Congresso definir a data de votação do projeto na sessão conjunta", disse. Os trabalhos do Congresso no primeiro semestre terminam no dia 17 de julho.

Negociação

O senador rebateu críticas de que o projeto faz muitas inovações, se comparado às propostas dos últimos anos. Essas alterações não seriam aconselháveis, uma vez que a LDO vai disciplinar o orçamento do próximo presidente da República. "As mudanças feitas afetam problemas comuns ao atual governo, ao passado e ao futuro", defendeu Viana.

Obras irregulares

Apesar do otimismo quanto à votação, ele terá ainda que negociar diversos pontos da proposta, alguns criticados por parlamentares da base aliada. É o caso do dispositivo que retira da Comissão de Orçamento o poder de vetar o repasse para obras com indícios de irregularidades graves. Pelo texto do projeto, essa prerrogativa seria transferida para o gestor público da obra.

O governo já reconheceu que a redação do projeto terá que ser mudada, mas caberá ao relator chegar a um consenso, em negociação com a comissão, o Executivo e o Tribunal de Contas da União (TCUÓrgão auxiliar do Congresso Nacional que tem por atribuição o controle externo dos atos financeiros, orçamentários, contábeis, operacionais e patrimoniais dos Poderes da República. ).

Meta de superávit

Também há críticas, desta vez de parlamentares da oposição, quanto à fixação da meta de superávit primário do setor público em valor nominal (R$ 125,5 bilhões), e não em percentagem do Produto Interno Bruto (PIBIndicador que mede a produção total de bens e serviços finais de um país, levando em conta três grupos principais: - agropecuária, formado por agricultura extrativa vegetal e pecuária; - indústria, que engloba áreas extrativa mineral, de transformação, serviços industriais de utilidade pública e construção civil; e - serviços, que incluem comércio, transporte, comunicação, serviços da administração pública e outros. A partir de uma comparação entre a produção de um ano e do anterior, encontra-se a variação anual do PIB.), como era usual.

O Executivo alega que o valor nominal equivale hoje a 3,3% do PIB projetado para 2011 (R$ 3,8 trilhões). Contudo, caso haja variação no PIB, a relação percentual será diferente.

As consultorias de orçamento da Câmara e do Senado já alertaram que, do jeito que está o projeto, com a fixação de meta nominal e a possibilidade de descontos com o PAC, é virtualmente impossível saber o tamanho do superávit primário para o próximo ano.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 

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