Orçamento autoriza Executivo a remanejar até 30% das verbas do PAC

Agência Câmara

A Comissão Mista de OrçamentoA Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização é responsável pela análise das propostas orçamentárias concebidas pelo Executivo. Além disso, deve acompanhar o desenvolvimento anual da arrecadação e da execução do Orçamento, fazendo eventuais correções ao longo do ano. A Comissão vota o Plano Plurianual, com metas a serem atingidas nos próximos quatro anos; a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece os parâmetros do  Orçamento; e a Lei Orçamentária Anual, que organiza as receitas e despesas que o Governo terá no ano seguinte. Atualmente, o papel do Congresso é autorizar o Orçamento, ou seja, analisar os gastos propostos e  aprovar sua realização. aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei do Congresso (PLN) 3/10, que autoriza o Executivo a remanejar livremente até 30% das dotações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A proposta muda a Lei Orçamentária (12.214/10), que só autoriza o governo a movimentar até 25% do valor individual de cada obra do PAC. O relator na comissão, deputado Carlos Abicalil (PT-MT), aceitou incluir em seu texto uma emenda que obriga o Executivo a enviar, a cada três meses, relatório detalhando o montante remanejado por unidade federativa.

A alteração foi uma forma de reduzir as críticas ao projeto, classificado por parlamentares da oposição como uma tentativa do governo de obter um trunfo em ano eleitoral.

"Essa ampliação do remanejamento é totalmente desnecessária, porque até agora a execução financeira do PAC não ultrapassou os 2,8%. Para que dar uma antecipação se já se tem uma folga enorme?", questionou o deputado Luiz Carreira (DEM-BA). "O PAC, sobretudo sua segunda versão, foi um factóide político para lançar a candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff para presidente", acusou o deputado da Bahia.

Mobilidade

Abicalil afirmou que a ampliação dos limites de remanejamento é importante para dar mais mobilidade à gestão dos recursos, "premiando as obras que têm mais êxito na sua execução". Em relação às críticas quanto ao suposto aproveitamento político da medida, o relator lembrou que grande parte das obras do PAC não é gerida pelo governo federal, mas por estados e consórcios municipais.

O relator destacou ainda que a margem de remanejamento de 30% existiu nos Orçamentos de 2006 a 2009 e foi alterada somente neste ano por pressão dos partidos oposicionistas, que impuseram uma derrota ao governo na votação do Orçamento.

Tramitação

O projeto segue agora para análise do Plenário do Congresso Nacional.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 

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