Portal Brasil faz reportagem especial sobre crise econômica

Portal Brasil

Já está ar uma nova edição da Revista Digital, com matéria especial sobre a crise financeira internacional de 2008 e 2009. A reportagem foi construída na forma de linha do tempo, em que vários empresários contam por que decidiram investir no País no auge da crise. Eles também explicam porque os brasileiros foram os primeiros superar a crise e a voltar a crescer, com apoio de programas de incentivo do Estado, que atuou de maneira pontual para evitar maiores danos à economia nacional. Consumidores e cidadãos comuns relatam as atitudes decisivas que tomaram para poder atravessar esse período crucial na economia do planeta.

O Brasil tinha meios para enfrentar a crise financeira deflagrada pela quebra do Lehman Brothers, que representou um duro golpe em Wall Street, em 15 de setembro de 2008. O impacto inicial no Brasil foi a saída de investidores e uma conseqüente pressão para desvalorizar a moeda nacional. O reflexo no câmbio foi controlado pelo Banco Central, que contava à época com reservas internacionais altas (cerca de US$ 204 bi). A especulação com moeda estrangeira foi inibida também por outros fatores. Após reduzir a dívida externa, o governo brasileiro passou a ser credor em dólares e estava poupando 0,5 pontos percentuais do PIB anual para constituição do Fundo Soberano Brasileiro visando elevar poupança fiscal.

Mercado interno
- A combinação de crescimento econômico, com aumento real do salário mínimo e aquecimento do mercado interno, não foi interrompida pela crise financeira. O país passava também por uma fase de crescimento da capacidade produtiva, com apoio financeiro público.

Num segundo momento, o Brasil passou a atrair investimentos estrangeiros. Tanto o setor privado como o público oferecia uma série de projetos na economia real, numa época em que faltavam alternativas. O PAC, Programa de Aceleração do Crescimento, lançado em janeiro de 2007, concentrava os investimentos em áreas estratégicas, como infraestrutura logística, energia e petróleo. E o investidor também encontrou oportunidades, especialmente em biocombustíveis e manufaturados.

Bancos sólidos
- O sistema financeiro robusto permitiu a expansão do crédito em base sólida (menos alavancagem). E a existência de uma rede de bancos públicos permitiu evitar o pânico (o chamado efeito manada, que poderia levar a uma retração da economia) e manteve a atividade produtiva irrigada com crédito.

Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro não tinha instituições com problemas como o Lehman Brothers ou a Merril Lynch, maior corretora de varejo do mundo, que teve ser incorporada pelo Bank of América. Os ativos bancários no Brasil não estavam expostos a segmentos problemáticos, ligados principalmente ao mercado imobiliário dos Estados Unidos.

Com a facilidade de crédito a juros baixos, milhões de americanos passaram adquirir imóveis a partir de hipotecas para então, quando valorizassem, refinanciá-los e investir em outros bens, pagar débitos no varejo ou continuar a comprar. O mercado também concedeu crédito a clientes "subprime": de baixa renda, com histórico de inadimplência e dificuldade para comprovar renda. Ao contrário do esperado pelas financiadoras, houve uma alta da inadimplência no segmento. Entre junho de 2007 e março de 2008, a primeira fase da crise das hipotecas subprime estava instalada. Tudo parecia ser um problema de uma pequena parte do sistema financeiro americano, mas o medo de um calote em massa contaminou o mercado financeiro internacional, que havia comprado ativos baseados nessas hipotecas.

Ao contrário das crises da década de 1990 e início dos anos 2000, que afetaram um grupo limitado de países em desenvolvimento, a crise das hipotecas subprime norte-americanas atingiu a maioria das economias desenvolvidas e em desenvolvimento

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 

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