Abrascam apóia Encontro Nacional de Vereadores   

Assessoria da Abrascam

Com a finalidade de integrar os legislativos em torno de questões que fortaleçam o movimento e as ações municipais foi realizado nos dia 5 e 6/03, em Brasília, o Encontro Nacional de Presidentes e Integrantes das Mesas Diretoras das Câmaras Municipais. O evento foi promovido pela União dos Vereadores do Brasil (UVB) e pela Escola Brasileira de Gestão Pública (Egep) e contou com o apoio da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e da Associação Brasileira dos Servidores de Câmaras Municipais - Abrascam.

 

Segundo Relindo Schlegel, presidente da Abrascam, esses encontros se transformam em oportunidades essências para o debate de temas relevantes que afetam os legislativos municipais, como no caso da PEC

 

333/04, cuja proposta pretende reduzir a alíquota do orçamento repassado para as Câmaras. “Se a Emenda Aglutinativa for aprovada haverá grande prejuízo para as casas de leis, pois ela não leva em consideração a realidade dos municípios”, alertou Schlegel.

Apoio
No Plenário do Encontro foi deliberado o apoio à aprovação do Substitutivo apresentado pelo deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, que dá o retorno do número de vereadores conforme a proporcionalidade do número de habitantes, a partir de nove vereadores nos municípios de até quinze mil habitantes, até o máximo de cinqüenta e cinco vereadores nos municípios de mais de oito milhões de habitantes. Reduzindo em meio ponto percentual o total da despesa do Poder Legislativo Municipal, que não poderá ultrapassar de 4,5% a 7,5% do somatório, realizado no ano anterior, da receita tributária e das transferências previstas na Constituição.

Segundo Schlegel, Câmaras pequenas não gastam o percentual todo, pois não tem ou tem uma pequena estrutura. Como, também, os municípios com alta receita tributária e royaltes não atingem o limite. Já, as Câmaras médias e grandes, e de cidades antigas, estão no limite dos gastos.

Estrutura
“A redução do número de vereadores, em relação aos seus subsídios, não é um grande valor que represente economia para as Câmaras. Muitas delas tiveram aumento do número de vereadores”, ressaltou o presidente da Abrascam, afirmando que a entidade defende um quadro qualificativo de servidores, com estrutura e equipamentos técnicos. “A Câmara é um Poder Legislativo e tem que ser autônomo e independente, para tal deve ter condições de manter-se e não sofrer interferência e influência externa”, concluiu Schlegel.