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A inclusão do
termo juventude como categoria de direitos
na legislação, a exemplo de idosos, crianças
e adolescentes, é uma das principais
resoluções aprovadas na 1º Conferência
Distrital de Juventude, a ser encerrada
neste final de semana (30/03) em Brasília.
Para Oliver Oliveira, integrante da comissão
nacional organizadora do encontro, "a
Constituição reconhecer que existe juventude
– que hoje representa 50 milhões de
brasileiros – é um avanço importante para a
garantia de direito".
Ele também destacou a necessidade de
aprovação, no Congresso Nacional, do projeto
que cria o Plano Nacional de Juventude, com
metas para áreas de educação e saúde. E
lembrou que já tramita no Congresso proposta
para elaboração do Estatuto da Juventude,
"um instrumento de garantia de direito e de
pressão".
Outra proposta definida no encontro iniciado
sábado (29) é o investimento de 10% do
Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos
os bens e serviços produzidos no país) em
educação e de 2% em cultura.
Para a educadora social Ana Lúcia, é
necessário também que o governo implemente
as políticas públicas já existentes nas
áreas de educação, saúde, esporte e lazer.
“A gente entende que a juventude está no
mundo das drogas porque as políticas básicas
não são garantidas dentro da sua
comunidade", disse.
Também serão escolhidos 15 delegados, de
mais de 120 candidatos, para representar o
Distrito Federal. Participaram da
conferência distrital mais de mil jovens de
movimentos estudantis, religiosos e
partidários, que foram distribuídos em
grupos de estudos para avaliar problemas e
discutir soluções. Serão 21 as resoluções
que encaminharão ao encontro nacional. |