Segundo economista, Plano Plurianual não

passa de um plano de intenções

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Numa promoção da Associação Brasileira de Servidores de Câmaras Municipais foi realizado, no período de 07 à 09/11, curso sobre orçamento público. O evento aconteceu no auditório do Hotel Aladdin e foi ministrado pelo economista e advogado Washington Luiz Moreno.

Na visão do economista, a elaboração do Plano Plurianual –PPA, apesar de ter melhorado muito, ainda é um desastre. “É, na verdade, um plano de intenções. Precisamos ter o pé no chão e planejamento quando da sua elaboração. Pois, hoje o que é aprovado não está sendo executado. Se a gente perder o bonde, nunca chegaremos ao ideal do orçamento”, afirmou, lembrando que só conseguiremos

atingir o ideal com mais controle social, com base técnica e mais seriedade na fiscalização. “Até mesmo para ajudar o prefeito a manter o equilíbrio entre a receita e a despesa”, afirmou.

Moreno salientou que o PPA passa pelas fases de elaboração pelo Executivo, apreciação, discussão e votação pelo Legislativo. Citando como fundamental o acompanhamento quando da execução, além da constante avaliação e reavaliação.

Evolução

Segundo o especialista, o orçamento no Brasil passou por fases distintas. No século XIX tínhamos o orçamento tradicional, com o aumento da carga tributária. Era um instrumento político com previsão de receitas e autorização de despesas. Já, no século XX tivemos o orçamento moderno, sendo contemplado como instrumento de administração, com correções e distorções do sistema econômico, gerando os programas de desenvolvimento. Hoje, temos o orçamento funcional, ou o orçamento programa, com técnicas orçamentárias, representando monetariamente a intervenção do Estado na economia, com a classificação das despesas por funções, tarefas e atividades.

Hoje, o orçamento é um instrumento: Técnico, que dá condições ao povo e aos administradores para saberem de que forma será administrado o país: Jurídico, ganha forma e obrigado, depois de aprovado, tornar-se lei e como tal tendo eficácia; Político, porque define as políticas governamentais para o exercício seguinte e, Econômico, com maior ou menor pressão sobre a sociedade, com a atuação do Estado e dos cidadãos na economia.

Participaram do evento, que deu ênfase a lei orçamentária anual para o exercício de 2008, que já tramita nos legislativos municipais, sendo obrigatória a sua aprovação antes do recesso parlamentar de dezembro, prefeitos, vereadores e servidores de diversas cidades dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.