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O presidente
da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em
Rondônia, Hélio Vieira, defende desde 2007
que não haja salários para políticos nem do
Legislativo nem do Executivo. Ele rebateu a
proposta levantada pelo senador Cristovam
Buarque (PDT-DF), nesta sexta-feira (4), de
que vereadores de pequenas cidades deveriam
desempenhar trabalho voluntário.
"Todos são iguais perante a lei. Então, não
só vereadores, mas também senadores não
deveriam ser remunerados", disse.
Para Vieira, os parlamentares do Congresso
Nacional deveriam apresentar projetos a
respeito do tema, para levantar o debate.
"Está na hora de os políticos darem sua
contribuição para resgatar a credibilidade
do Congresso e das assembléias
legislativas".
O advogado lembrou que o parlamentar
brasileiro está entre os mais caros do
mundo. "É um custo muito alto e não tem
retorno".
Um estudo realizado pela Câmara dos
Deputados no primeiro semestre deste ano
apontou que o custo individual de um
deputado brasileiro, por ano, é de R$ 1,2
milhão. Nos Estados Unidos, o custo anual é
de R$ 3,8 milhões; na Alemanha, R$ 1 milhão;
na Itália, R$ 469 mil.
Em discurso no plenário do Senado, nesta
sexta, Cristovam Buarque defendeu várias
mudanças na política nacional, entre elas a
não remuneração para vereadores de pequenos
municípios. E lamentou que suas sugestões
não tenham sido consideradas na discussão da
reforma eleitoral, que deverá ser votada
pelo plenário da Casa na próxima semana.
O presidente da OAB de Rondônia afirmou
estar levando a discussão para educadores e
escolas e espera uma mobilização da
sociedade civil em torno do tema. Ele
acredita que, sem remuneração, ainda assim
haveria pessoas interessadas na política.
"Sem salário, só quem realmente quisesse
defender as causas sociais iria trabalhar na
política". |