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O presidente
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos
Ayres Britto, afirmou nesta quarta-feira
(23) que a PEC dos Vereadores, aprovada em
segundo turno na Câmara, na terça (22),
“chegou tarde para entrar em vigor nesta
Legislatura”. Ele citou uma consulta
respondida pelo TSE em 2007, na qual a Corte
respondeu que a aplicação da emenda está
condicionada a sua aprovação antes do
processo eleitoral.
Ayres Britto, porém, ponderou que, quando
promulgada a emenda, a Justiça Eleitoral não
terá outra opção senão dar posse aos
suplentes. Ele lembrou, no entanto, que a
constitucionalidade da PEC – que cria mais
de 7 mil vagas nas câmaras municipais –
deverá ser questionada no Supremo Tribunal
Federal (STF) pela Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB).
“Eu como presidente do TSE, não na condição
de julgador, lembro que já existe uma
consulta formal, objeto de pronunciamento do
mesmo TSE, versando exatamente o tema da
aplicabilidade imediata ou não de uma emenda
constitucional que amplia o número de
cadeiras parlamentares”, disse Britto.
“Nessa consulta, de junho de 2007, ficou
dito pelo TSE de forma unânime que a emenda
constitucional não retroage. O novo número
de cadeiras parlamentares fixadas por ela
tem de ser submetido a uma convenção
partidária, o que se dá entre 10 e 30 de
junho do ano da eleição. Vale dizer, nos
termos dessa consulta, que a emenda atual
chegou tarde para entrar em vigor na
corrente legislatura”, acrescentou.
O presidente do TSE disse que não pode
adiantar sua posição sobre o mérito da PEC,
uma vez que se a emenda for questionada no
Supremo, ele terá de julgar o caso, já que,
além de membro do TSE, ele também é ministro
do STF.
“Tudo indica, segundo notícias que circulam,
que o Conselho Federal da OAB entrará com
uma adin (ação direta de
inconstitucionalidade) adversando essa
emenda. Então, eu não posso falar sobre o
conteúdo da emenda (…) Se ela é
constitucional ou não é constitucional não
me cabe dizer”. |